O aumento das temperaturas no Brasil, especialmente em regiões como o Centro-Oeste e o Nordeste, impõe desafios significativos para quem tem pets e deseja mantê-los ativos e seguros. Passear com o pet em dias muito quentes requer atenção redobrada para evitar danos à saúde, como queimaduras nas patinhas e insolação. Este artigo investiga práticas recomendadas e alerta para os riscos reais, com base em orientações de veterinários brasileiros e instituições como o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).
Riscos do calor excessivo para os pets
O calor intenso pode causar hipertermia, desidratação e queimaduras nas patas dos animais. Diferente dos humanos, os cães e gatos não possuem glândulas sudoríparas distribuídas pelo corpo, o que dificulta a regulação da temperatura corporal. Segundo o CFMV (portal.cfmv.gov.br), o contato prolongado das patinhas com superfícies quentes, como asfalto e areia, pode provocar lesões dolorosas e até infecções secundárias.
Como identificar sinais de desconforto e perigo
É fundamental reconhecer sintomas como respiração ofegante excessiva, salivação intensa, letargia e lambedura constante das patas. Esses sinais indicam que o pet está sofrendo com o calor e precisa de intervenção imediata. Um exemplo prático é o uso de termômetros digitais específicos para pets, disponíveis em pet shops como Cobasi e Petz, que ajudam a monitorar a temperatura corporal em casa.
Práticas recomendadas para passeios seguros
Para minimizar riscos, especialistas recomendam evitar passeios entre 10h e 16h, quando o sol está mais forte. Prefira horários mais frescos, como início da manhã ou final da tarde. Além disso, o uso de protetores específicos para patas, como botas de silicone indicadas por veterinários, pode proteger contra o calor do chão.
- Levar água fresca e oferecer hidratação frequente durante o passeio;
- Escolher áreas sombreadas e gramadas para caminhar;
- Observar o comportamento do pet e interromper o passeio ao primeiro sinal de desconforto;
- Utilizar protetores solares indicados para pets em áreas expostas;
- Consultar veterinário para orientações específicas ao seu animal.
Ferramentas e recursos para monitoramento e prevenção
Além das botas protetoras, existem tapetes refrescantes e coleiras com tecnologia que auxilia na regulação térmica do pet. Marcas brasileiras como Petmais e PetLove oferecem produtos que ajudam a manter o conforto térmico. Aplicativos de monitoramento de temperatura e umidade local, como o Climatempo, também são úteis para planejar os passeios.
FAQ
Qual a temperatura máxima segura para passear com meu pet?
Embora não haja um limite exato, especialistas recomendam evitar passeios quando a temperatura ambiente ultrapassa 25°C a 28°C, especialmente em superfícies quentes. Sempre verifique o calor do chão com a mão antes de sair.
Como proteger as patinhas do meu pet do calor do asfalto?
Use botas protetoras específicas para pets, disponíveis em lojas especializadas. Outra dica é passear em áreas com grama ou sombras e evitar horários de sol intenso.
O que fazer se meu pet apresentar sinais de insolação?
Leve o animal imediatamente para um local fresco, ofereça água fresca e procure atendimento veterinário urgente. Evite usar água gelada diretamente, pois pode causar choque térmico.
Proteger seu pet nos dias quentes é uma responsabilidade que exige conhecimento e atenção constante. Invista em práticas seguras e produtos adequados para garantir o bem-estar do seu companheiro.



